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Profissão DJ
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Profissão DJ


Dj – A profissão do Momento

 

Hip hop, tecno, drum'n'bass, house, funk, chill out, trance, R&B e muitos outros sons já fazem parte do cotidiano da galera. Não importa qual tipo de lugar você freqüenta ou qual som tem mais a ver com a sua tribo, a música feita por DJs está cada vez mais presente em festinhas, restaurantes, reuniões em casas de amigos, pubs e, claro, nas baladas.

A abertura para diversos estilos musicais, a popularização da cena eletrônica e da figura do DJ, que hoje chega a ter fãs e seguidores, faz com que a profissão vire objeto de desejo e suscite paixões pelo ato de criar sons, virar o vinil no tempo certo e fazer a pista bombar. Prova disso são as centenas de garotos e garotas que não tiram o ouvido do rádio, os pés das baladas e que treinam sets em casa para arrasar em qualquer rave ou casa noturna. Mas será que isso basta?

"Acho que tem que ser obcecado por música, comprar material e adquirir cultura musical. Não adianta só saber a técnica, tem que ter feeling e experiência", diz o DJ, Camilo Rocha, que é jornalista e só cedeu totalmente aos apelos da discotecagem em 1996, depois de morar na Inglaterra e de se aprofundar ainda mais na cena eletrônica, que na época ainda era embrionária aqui no Brasil.

Informação e persistência são as palavras-chave até na hora de pirar ao som de muita música bacana. "Troque idéias, leia revistas, sites, vá a festas, lojas, congressos e caminhe em direção ao seu sonho, nem que seja um passo por dia. Um dia, a coisa cruza teu caminho e, aí, é tua", diz um outro grande talento no mundo da música eletrônica, o DJ Patife.

Patife, aliás, teve sorte porque decidiu cedo que queria tocar e sempre teve boas influências musicais dentro da própria casa. "Entrei num grupo de Hip Hop chamado 'Fatos Reais'. Daí para o drum´n´bass foi um longo caminho. Fiz curso de produção musical e recebi, no início, toques de amigos sobre mixagem", diz.

A técnica é fundamental para os DJs sob o risco de fazer a pista esvaziar em poucos segundos e ao menor deslize. Não basta ter vasta cultura musical, conhecer tendências da cena e não conseguir, por exemplo, adequar o bmp para uma virada perfeita.

Nessa hora as escolas de DJ podem ajudar, e muito! Principiantes ou amantes da música dão os primeiros passos ao lado de profissionais mais descolados e experientes que tentam transmitir a segurança e a agilidade das mãos e ouvidos. "A escola explica musicalidade, virada, orienta sobre compra de música e equipamentos, mostra os diversos estilos musicais e dá todos os conceitos técnicos", diz o DJ Akeen, mestre nas salas de aula de música.

Depois de algumas semanas de curso já dá para se arriscar a fazer "bailinhos" por aí, mas em clima descontraído. "A técnica é absorvida rapidamente, mas a bagagem musical e talento de cada um fazem a diferença entre os DJs", diz Akeen, que está no mercado há mais de 20 anos.

A noite exige cautela, principalmente dos novatos. Quem está engatinhando na carreira ou ainda não tem um nome marcante no mercado está exposto a trabalhos não remunerados, muitas noites sem dormir para discotecar e ainda ter que acordar cedo para trabalhar ou estudar e muitas outras roubadas.

"Eu só consegui entrar num circuito legal quando venci concursos de DJ. Sempre precisei ter um trabalho padrão de dia, fazer faculdade e tocar na madrugada. Além dessa correria e falta de tempo, ainda peguei muito picareta na noite", diz o DJ Tahira, que hoje toca em casas noturnas de São Paulo.

Mesmo com a agenda preenchida por festas, Tahira não conseguiu abrir mão da segunda profissão. "Continuo trabalhando como fotógrafo porque é uma garantia. Percebi que dá para conciliar os dois e, como a profissão do DJ não é regulamentada, fico mais seguro", diz.

"Acho que a grande dificuldade que muitos DJs encontram é a falta de reconhecimento. São ossos do ofício e tem que batalhar muito no começo para mostrar que você é bom. O resto é conseqüência, uma residência fixa com um cachê justo", diz o DJ Cadu.

Algumas dicas podem ajudar a traçar a meta para ser reconhecido como DJ profissional ou mesmo DJ de final de semana. A idéia não é criar um manual dos "10 passos para se tornar um DJ famoso", mas sim, reunir conselhos de quem está no mercado e tem alguma história para contar:

·  invista na cultura musical ouvindo trabalhos diferentes e estilos musicais consagrados para ter subsídios para criar e ousar na batida

·  mesmo que tenha interesse em house, por exemplo, não feche os ouvidos para outros estilos. No final das contas, todos interagem

·  aprimore técnica, afinal, não dá para ser DJ sem uma boa mixagem ou sem saber fazer scratch

·  mesmo que sejam um pouco caros, tente juntar uma grana para adquirir vinil, CDs e equipamentos

·  amplie seu network (trocando em miúdos, conheça os colegas de profissão)

·  faça cursos para aprender a manipular programas de música de computador, eles ampliam as possibilidades de trabalho

·  pratique e ouse!

E as mulheres

Não pense que o mundo dos DJs é um clube fechado para homens. Algumas mulheres conquistam espaço, técnica, público e o reconhecimento. "No começo a mulher leva vantagem porque as pessoas compram a idéia de ver uma mulher tocando, mas não esperam que seja bom. Depois temos que provar que fazemos o trabalho direito para ficar no mercado", diz a DJ Angel.

O mercado dos DJs realmente não é fácil, ainda mais se as garotas precisarem provar a todo momento que têm talento. "As mulheres são mais determinadas e sabem se são boas ou se vão conseguir. Tem que esperar muito tempo até rolar reconhecimento, cobrar pouco ou até trabalhar de graça e, só quando consolida a carreira, é que cobra o justo por um trabalho de qualidade", diz a DJ.

Para homens ou mulheres, as dificuldades são as mesmas de qualquer outra profissão que já esteja saturada. "Tem que dosar as expectativas e saber se o mercado oferece condições de realizar os sonhos para não se frustar. A profissão é mais desgaste do que glamour", avisa Angel.

Entender as gírias mais usadas pelos DJs não é muito fácil. Mixar, scratch, pit e set não são palavras comuns para quem não vive de música. Fique de olho nos termos mais usados pelos Disc-jóqueis:

·  pit: muda o ritmo da música

·  mixar: mistura dos sons na hora de virar a música

·  scratch: movimento das mãos sobre o vinil

·  set: período breve e pré-determinado que um DJ toca em uma festa

·  samplear: trecho de música já conhecida com releitura feita por um DJ

·  bpm: batidas por minuto

É isso ai... o que era brincadeira pode virar profissão!!!

Atenção: Esta matéria não expressa necessáriamente a opnião do site, sendo a procedência e exatidão das informações aqui descritas de inteira responsabilidade do autor.
 
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